O projeto “A História em cantos: usando documentos musicais no ensino da História” nasceu a partir do projeto experimental “História e Música” realizado no ano de 2007 com alunos do 3º do Ensino Médio da Escola de Aplicação da UFPA/ NPI. O desenvolvimento da atividade se deu com uma oficina que contou com debates em torno do contexto sócio-cultural das produções musicais, audição de músicas e análise das letras. A culminância ocorreu com a apresentação das músicas e do contexto histórico dentro da feira cultural da escola. O projeto inicial deu muitos frutos. Observou-se que muito ainda precisava e precisa ser pesquisado, estudado e debatido dentro da relação História e Música.
Partimos do pressuposto que o documento musical tem sido utilizado com freqüência pelos professores de História na educação básica, como parte do conjunto das novas linguagens incorporadas ao processo de ensino/aprendizagem dessa disciplina escolar. Mas não raras vezes, esse documento tem sido parcialmente explorado, dando-se ênfase apenas a um de seus aspectos estruturais: a letra. Dessa forma, muitos professores de História, analisando a letra de uma música popular brasileira, em geral, divagam sobre os aspectos intencionais e ideológicos que elas possam expressar, inserindo-as quase que exclusivamente na esfera da racionalidade política de seus compositores e intérpretes.
Segundo Marcos Napolitano (2002, pág.79), é preciso ir além. O pesquisador/professor de História deve levar em consideração a “dupla natureza” da estrutura da canção popular: os motivos, as categorias, figuras de linguagem e procedimentos poéticos assim como os parâmetros musicais de criação como harmonia, melodia, ritmo, interpretação...
É com base nessas informações que o projeto se propõe, inicialmente, estudar os gêneros musicais ocorridos nos anos de 1960 e 1970, especificamente a Tropicália e a Música de Protesto, com o objetivo de compreender os nexos ocorridos entre a produção, circulação e recepção da canção popular moderna brasileira e as transformações políticas, culturais e econômicas pelas quais passou o país nessa época.
Partimos do pressuposto que o documento musical tem sido utilizado com freqüência pelos professores de História na educação básica, como parte do conjunto das novas linguagens incorporadas ao processo de ensino/aprendizagem dessa disciplina escolar. Mas não raras vezes, esse documento tem sido parcialmente explorado, dando-se ênfase apenas a um de seus aspectos estruturais: a letra. Dessa forma, muitos professores de História, analisando a letra de uma música popular brasileira, em geral, divagam sobre os aspectos intencionais e ideológicos que elas possam expressar, inserindo-as quase que exclusivamente na esfera da racionalidade política de seus compositores e intérpretes.
Segundo Marcos Napolitano (2002, pág.79), é preciso ir além. O pesquisador/professor de História deve levar em consideração a “dupla natureza” da estrutura da canção popular: os motivos, as categorias, figuras de linguagem e procedimentos poéticos assim como os parâmetros musicais de criação como harmonia, melodia, ritmo, interpretação...
É com base nessas informações que o projeto se propõe, inicialmente, estudar os gêneros musicais ocorridos nos anos de 1960 e 1970, especificamente a Tropicália e a Música de Protesto, com o objetivo de compreender os nexos ocorridos entre a produção, circulação e recepção da canção popular moderna brasileira e as transformações políticas, culturais e econômicas pelas quais passou o país nessa época.
Foto: Encerramento do projeto "História e Música" em dezembro de 2007.


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